Operação do MPMG Investiga Policiais Civis em Esquema de Extorsão em Minas Gerais
Ação em Juiz de Fora busca desmantelar organização criminosa ligada à agiotagem e lavagem de dinheiro.

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Na manhã desta quinta-feira (15), o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) deu início à operação Abre-te, Sésamo, que resultou na emissão de quatro mandados de prisão preventiva e seis mandados de busca e apreensão em Juiz de Fora, na Zona da Mata mineira. A operação visa apurar a suposta participação de policiais civis em uma organização criminosa envolvida em extorsão, agiotagem e lavagem de dinheiro, revelando um cenário preocupante para a segurança pública e a confiança nas instituições locais.
Essa ação é um desdobramento da investigação anterior, conhecida como operação Ali Babá, que já havia levantado indícios sobre a atuação do grupo criminoso e suas conexões com o tráfico de drogas na região. Além das prisões e apreensões, a Justiça também determinou restrições sobre a movimentação de bens móveis e imóveis ligados aos investigados, um passo crucial para evitar a dilapidação do patrimônio que pode ser resultado de atividades ilícitas.
A operação Abre-te, Sésamo é coordenada pela Promotoria de Justiça de Combate ao Crime Organizado de Juiz de Fora, em colaboração com o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e a Corregedoria-Geral da Polícia Civil de Minas Gerais. A mobilização conta com a participação de promotores de Justiça, servidores do MPMG e agentes do Gaeco, demonstrando a seriedade e a abrangência das investigações em curso.
O MPMG informou que as diligências ainda estão em andamento e novas informações poderão ser divulgadas conforme o progresso das investigações. Em resposta aos acontecimentos, a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) reafirmou que a Corregedoria-Geral não tolera desvios de conduta entre seus servidores, enfatizando a importância da integridade e da transparência nas ações policiais. Essa situação levanta questões sobre a confiança da população nas forças de segurança e o impacto que tais investigações podem ter na percepção da segurança pública em Minas Gerais.