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Vacina contra malária da UFMG avança para testes em humanos com aval da Anvisa

Desenvolvimento da Vivaxin representa esperança no combate à malária, especialmente em regiões afetadas de Minas Gerais e do Brasil.

Publicado em 09 de outubro de 2026 às 08:07
Vacina contra malária da UFMG avança para testes em humanos com aval da Anvisa
(Foto: CTVacinas/UFMG)
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A Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) recebeu uma importante autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para iniciar os testes em humanos de sua vacina contra a malária, a Vivaxin. Este avanço é resultado de uma colaboração entre o CTVacinas da UFMG, a Universidade de São Paulo (USP) e o laboratório Cristália, e marca um passo significativo na luta contra a doença que, embora menos prevalente em Minas Gerais, ainda representa um desafio de saúde pública em certas regiões do país.

Os testes, que estão programados para a fase 1, envolverão 48 voluntários saudáveis com idades entre 18 e 59 anos, e serão realizados no Centro de Pesquisas Clínicas do Hospital das Clínicas da UFMG. A pesquisa se concentrará na segurança da vacina, possíveis reações adversas e na resposta imunológica gerada, um processo crucial para garantir a eficácia do imunizante.

Atualmente, não existe uma vacina aprovada para a forma da malária que predomina no Brasil, a Plasmodium vivax, que é responsável por uma parcela significativa dos casos no país. Em 2025, o Brasil registrou 118.037 casos de malária, com mais de 99% deles concentrados na região amazônica, conforme dados do Ministério da Saúde. A Vivaxin é uma esperança não apenas para o Brasil, mas também para outros países da América Latina e da Ásia, onde a malária é uma preocupação constante.

O projeto conta com o apoio do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), da Finep, do Ministério da Saúde e do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT). Os resultados desta fase inicial de testes serão fundamentais para determinar os próximos passos no desenvolvimento da vacina, que pode transformar o cenário de combate à malária no Brasil e, consequentemente, impactar a saúde pública de Minas Gerais e de outras regiões afetadas pela doença.

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